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Noente Paradaise: poemas e canções de Ugia Pedreira.

O meu bebé mais querido, o 1º livro que saco á luz fora das tebras.
Noente Paradise.
Saudos e multiplesortes.
Ugia

Ugia Pedreira acaba de publicar o seu primeiro livro de poemas "Noente Paradise", editado por Através da Associaçom Galega da Língua (AGAL). Um fermoso caderno com poemas e letras compostas que contém de agasaio um CD com 2 temas gravados especialmente para o livro com música de Fred Martins e Óscar Fernández assim coma uma colecção de postais.


Quem busque um poemário encontrará se calhar um livro de canções. Se buscas canções tal vez te surpreendas lendo um poemário ou um manual de baile. Noente Paradaise é um híbrido. Ugia Pedreira atirou ao público, desde antes dos remotos tempos de Chouteira, voz e olhadas, mesmo sinais. Agora atira-se ela sem mediação. Resgata as retóricas que arrouparam músicas eclécticas, marfulianas, nordestinas ou matraqueiras e acrescenta-lhes cantigas ainda não musicadas (leia-se poemas à percura de melodias). Ugia despe a palavra e partilha-se sobre o papel e detrás da câmara. Convida ao seu público e ao que não é seu nem público, a quem queira abrir os olhos e deixar-se invadir.
O papel muda-se em mais um espaço directo que o próprio concerto. Sem espaço para a dúvida as frases falam a uma segunda pessoa que não é outra que tu, não há perda no grupo que segue a actuação, o eu dirige-se a ti desde a vogal U. Escutamos o rasgar de vestiduras e cortinados junto do marmúrio e o vento salgado.
As facianas da autora são múltiplas, tem musicado espectáculos teatrais, dirigido centros de folque com nomes cambiantes (aCentral), gerido, produzido, ordeado, desenhado. Hoje tira fora uma outra necessidade em celulosa. Convite para o desordem, o caos, o movimento sem destino para chegar a algures e recolocar tudo ou descolocá-lo definitivamente.

Uma viagem polos mares do norte desde a entranha. Noente está nas praias do interior, segundo se passa por Cuba e se volta, sempre, a Galiza, à repetição da quotidiania delirante. O paraíso está no vaivém contínuo da palavra ao som e do som ao texto.
O material sonoro, cénico, sensual, visual, táctil pode ser irreverentemente impresso e ser com todas as suas formas. A víscera ascende pela gorja e alcança o teclado, atravessa de certo o termo esdrúxulo, e libera a entranha sem sentido por vontade própria. Diabo, mãe, mulheres valentes, pastores eléctricos e aspirantes a astronautas desconhecedores do seu destino saem ao passo para guiar neste paraíso, para que não nos percamos nos carreiros e podamos encontrar-nos (ou enfrontar-nos) nos mares.

O artefacto livro desborda a sua função até a esaxeración. Oferecem-nos dançar a ritmo de dadá creacionista. A dureza conjuga-se com o agarimo. As vezes golpeia, a vezes estreita numa aperta sinceira. A leitura perde-nos entre o descontrolo e o autocontrolo, entre o sem-sentido e as verdades como rosários: Punk?s not dead! O antijogo sem regras aparentes prodiga despropósitos e imagens encontradas e impossíveis. Fecharemos portas e abriremos janelas e balcons para ler, escutar, olhar, apalpar?

Escoita o tema "Sabe a pao"Sabe_a_pao.mp3

Tenda Folque
Comentarios (2) - Categoría: Publicacións - Publicado o 25-08-2010 11:41
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2 Comentario(s)
1 #blgtk08#
Comentario por mete medo, mimadriña!! (26-08-2010 08:47)
2 siempres estamos pendientes de los poemas que nos hacen lleagr a#blgtk08# nuestro corzon los valores de la familia y nuestro amor eterno
Comentario por fiestas infantiles bogota (01-06-2011 22:51)
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