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Entrevista a Ugia Pedreira (Marful)
Com Marful prepara o seu terceiro disco numha trajetória que é abundante em iniciativas criativas. Entre elas, 'Acrobata', esse encontro coa música popular brasileira através da parceria com Fred Martins que está na sua recente conta de discos. Chouteira, Ecléctica ensemble ou Nordestinas som alguns dos nomes de grupos que nascerom arredor desta mulher que tem merecido um posto de luxo na nossa música. Ugia Pedreira dirige o centro de formaçom, investigaçom e promoçom da música popular galega acentral folque através do que nascem a cada pouco novos projetos arredor da nossa música.

Você é umha da principais vozes da nossa música e diretora do Centro Galego de Música Popular, aCentral Folque. O que é que leva umha artista a investir tanto esforço na formaçom musical?
Para ensinar há que estar disposta a aprender, é uma frase bem antiga. O ensino, se for vocacional, mantém-te viva, fresca, nova.

Quando eu era adolescente nom tivem oportunidade de sair estudar artes de forma interdisciplinar e sem justilhos.

Tivem, como tanta gente da música, que fazer-me a mim mesma entre acertos-erros. A música alimenta o espírito, ajuda á plenitude do ser como qualquer arte. Nom é uma questom de classe social. Ou estamos palhimocos? A música é fundamental para a nossa saúde.

Acentral é umha iniciativa que parte do próprio mundo da música. Que espaço ocupa no ensino musical do país?
O que queríamos, umha coluna vertebral. Desde 2000, quando estávamos ainda em Lalim, até hoje em dia sairom das nossas aulas: programadores, agências de produçom, investigadores, músicos de ofício, compositores, artesáns de instrumento.

Promovemos e criamos emprego para a música popular galega, expandimos ideias e pensamentos generosamente, promovemos e criamos novos espaços, criamos contextos e situaçons novas sem subsídios dos Ministérios, nem de Europa, nem de Indústria, nem de Turismo...algumha vez apoio da Junta e algumha vez apoio dalgumha Deputaçom, é dizer "dinheiro público" investido nos projetos apresentados para os públicos e também, temos e tivemos apoio dos concelhos interessados no nosso trabalho. Isto continua a ser assim.

"A Lusofonia devera ter como universo natural Galiza, aqui come-se muito bem, a gente é super-hospitaleira e nom pedimos nada"
Ao dar tanto, que recebes? Abraços, dinheiro limpo, experiências de ouro, casas que se abrem, boa comida, conversas que te mantenhem entre o fio que une presente-passado-futuro, inspiraçom, amigas e amigos por todo o mundo, momentos de encantamento carregados de amor a paladas. Conheces a miséria e a bondade, vês quem som os bons e generosos, os imbecis e escuros dentro e fora do teu tour.

Que significou para a música popular galega a sua criaçom?

Na minha subjetividade diria que LUZ. aCentral somos selvagens e fervorosos defensores da horizontalidade laboral cada vez mais conseguida. Estamos dando e demos LUZ na sombra e no medo. LUZ onde o músico era o tolo ou o pobre. aCentral é futuro real, umha canteira nas maos dos galegos-as e nom de empresas de fora ou de esquilmadores. aCentral dá irreverência, calor, exemplos de vida, coraçom e optimismo através da música.

ACentral está a fornecer novas promoçons de artistas formados em tempo de crise. Acha que há futuro para a música galega? O setor está-se a queixar dunha diminuçom de apoios institucionais, eliminaçom de circuitos, desapariçom da promoçom exterior... Como valora a política cultural da Consellaría de Cultura em relaçom à música?

Cartos da fame e fame de cartos impressos em formigom. As associaçons musicais Agaphono e Agem e suponho que também Musicos ao Vivo, recebem subsídios da Junta da Galiza para as suas organizaçons. Creio também que com rede económica suficiente também está a E-Trad de Vigo ou de Lugo. Se nom estás na lei de partidos nom existes, ou? É parte de jogo da repartiçom do pastel. Repartiçom de cargos, de cargas e descargas.

Desde o ano 2000 venho-me perguntando quando se apoiará a qualidade, a educaçom, a honestidade laboral, os projetos que sementam e fertilizam para realmente melhorar de forma responsável o setor e quando se deixará de apoiar o amiguismo, as grandes magnatas e alcaides da cultura que só querem alimentar os seus petos e o seu ego.

Noutros países como Irlanda ou Bretanha a música, por dizi-lo dalgumha maneira, toma parte do produto interior bruto. Galiza poderia ser pola sua criatividade umha potencia musical?

É. Ou nom lembramos a quantidade de dinheiro em tempos de crise que gastam os galegos para fazer as suas festas com orquestras (cheias de grandes músicos) que aumentam os capitais de compositores espanhóis e latinos graças ao pagamento na SGAE. Orquestras que promovem a cocaína, homófobos e riem-se dos imigrantes (nom todas).

Em Cabarcos, concelho de Barreiro, ponhem 400 euros por casa para fazer umas festas iguais ás do lugar vizinho. Estamos num dos pontos estratégicos de Europa entre a cultura portuguesa e a cultura latina, num dos faros criativos e talentosos mais potentes, com humor e improvisaçom de vivéncias musicais que ainda topas em qualquer parte, ainda podes beber água clara. A musica galega é uma bomba. Os ovários e a música galega tenhem um poder inestimável. Sim, estou enfadada, mas nom resignada e mostro-o, podia nom mostrá-lo.

Além da atividade formativa, desde aCentral nascem outras iniciativas arredor da investigaçom e difusom. Diga-me das primeiras, Projeto Florencio, jornadas de violino popular, ... fica muito por fazer arredor do património musical?

Um dos pilares de aCentral é o Sr. Ramom Pinheiro, que leva grande peso atualmente no Centro. Home que pujo finca-pé no primeiro disco galego de Aires da Terra e portanto naquel primeiro Ano da Música. Ele fijo a investigaçom da música galega em Cuba, criou os dous primeiros e últimos Post-graus de Música Tradicionalna USC onde pudemos gozar de grandes nomes da antropologia musical mundial.

"Lembremos a quantidade de dinheiro que gastam os galegos para fazer as suas festas com orquestras que aumentam os capitais de compositores espanhóis e latinos graças ao pagamento na SGAE"
Ainda lembramos as que tivemos essa grande sorte. Criou a empresa de documentaçom Ouvirmos... é um visionário do património junto com J. Luís do Pico Orjais e outra gente que trabalha na sombra e nom recebe medalhas Castelao nem falta que lhes fai, porque o maior prémio é ver a utilidade real e emocional de qualquer achado como arqueologistas do património que som. Agora Pinheiro, graças á Fundaçom Granell pode dar a conhecer o GRANELL MUSICO. Sim, o Granell compositor, pronto sairá um disco-livro e um espectáculo com as suas miniaturas. Uma explosom de orgulho para o país e para quem, como sempre saiba ver. Diamantes para a auto-estima, a coesom social com funçom pública.

Canto às segundas, AC entral está-se a caracterizar pola procura de novos cenários e projetos imaginativos como o "Músicas Doces" que vam botar a andar numha confeitaria de A rçua. Porque levam a música a umha doçaria?

O ano passado figemos na Casa das Crechas e no Café Concerto A Escondida de Espasante "Os Petiscos Musicais" que esperamos exportar a
Portugal em breve, onde a música e acomida estavam ao mesmo nível tratando de identificar os dous alimentos de forma parietal. Esta ideia das Músicas Doces é um projeto musical de desenvolvimento local em Arçua com alto grau de comunicaçom consciente. Maria, da linda pastelaria, umha mulher valente que quer cachos de magia cultural para o seu povo. Ela chamounos a nós. E nós ajudamo-la com as nossas ideias pondo em valor o poder que pode ter a pastelaria central da vila de Arçua. Alguém mais?

Afondam no caminho encetado na "Gira Surreal" por Marful, um percorrido por espaços singulares do país com um original formato de concertos. Tenhem previsto continuar com esta linha de atuaçons?

Eu gostaria. Aprendim muito, creio que as administraçons e o público também. O público comprometido pagou 15 euros por bilhete para ver Marful, deslocou-se e deu-nos o seu calor. Som feliz sentindo-me querida cantando neste país ainda que nom saia muito na TVG ou na Radio Galega que eu pago (e onde deixei sementes e também ervas da fame).

"A minha proposta é criativa: fazer o que me saia da cona"
Som feliz cantando neste país necessitado de referentes para novas geraçons. Há artistas que no seu curriculum manda mais Japom e Nova Iorque, porque já se sabe como fascina a determinado setor da populaçom o de "triunfar" fora, ainda que tivesses que ir comendo bocadilhos de plástico polo caminho.

Sei de como funciona o jornalismo musical, o marketing e a publicidade sem escrúpulos, onde o nível artístico depende dos aeroportos visitados ou do engrosse de umha agenda.

Também sei dos que venhem aqui comer bem na música e na mesa e depois Galiza na biografia nom aparece como território exportável. Existem nomes de músicos galegos -estou rodeada- que ajudam, sanam as inconscientes feridas do povo. Nom emigrarom, ficarom aqui. Ou é que a emigraçom agora causa admiraçom? Aventureiras somos todas, acarreiradas e viajadas também.

Com tantas iniciativas e umha inquietude tam variada no âmbito musical, como definiria a sua proposta criativa?

Criativa. Fazer o que me saia da cona (ver Conismo Indiano), para isso tenho que senti-la cada vez mais. Leva tempo e pouca politesse.

Com Marful anunciam que estám a trabalhar no seu terceiro disco. Para onde se dirige?

Tenho novas composiçons feitas, umhas quantas rancheiras. No concerto privado no Paço de Muinhos estreamos umha delas.

Marful fai gala de terem sido pioneiros à hora de cruzar fronteiras, ponho por caso, protagonizando a primeira participaçom galega em Womex. Cresceu a sua presença internacional?

Abrimos conexons através da música em lugares onde nom chegara a Galeguia. Nom temos nem mais nem menos concertos internacionais, continuamos a velocidade de cruzeiro. Temos mais gente fora que nos ajuda em comparaçom com há 2 anos. Marful medra constantemente. A nossa funçom creio que vai mais alá da visom superficial de fazer discos e palcos. Somos um meio de comunicaçom. Estamos trabalhando com Olga Nogueira, sócia de aCentral e mulher que estivo no antigo Departamento de Internacionalizaçom na Junta.

"Marful medra constantemente. A nossa funçom creio que vai mais alá da visom superficial de fazer discos e palcos. Somos um meio de comunicaçom"
Cada concerto de Marful conseguido é um movimento circular e em espiral. Um concerto de Marful nom é tocar por tocar, nom som todos iguais e existem uns valores entre arte-produto que começam a ser expansivos já nas primeiras conversas da venda. Nós parimos e nós decidimos por fim. E vamos pouco a pouco, como sempre. Quem tem pressa?

Na sua filosofia semelha estar também a parceria com outras músicas, o seu encontro com Fred Martins em Acrobata é umha forte aposta no diálogo da Música Popular Galega coa Música Popular Brasileira. A lusofonia é o universo natural para a música galega?

É. A Lusofonia devera ter como universo natural Galiza, aqui come-se muito bem, a gente é super-hospitaleira e nom pedimos nada. Fum a Brasil e conhecim Fred, gostei da sua arte e no Ciclo de Músicas Portuárias pudemos traé-lo para o país atravês de aCentral. Ficou. Bebe das nossas fontes aqui. Figemos um disco em parceria, que editou, distribuiu, comunicou e pagou aCentral.

Figemos muitos concertos por aldeias, vilas e cidades galegas varias, ademais de London, Oxford, Bruxelas, Portugal, Barcelona, S.Paulo e agora ...ando noutras cousas. Por iniciativa de Marcos Lorenzo musiquei com Marcos Teira todos os poemas em galego de Lorca que se apresentarám o 17 na Cidade da Cultura. Também estou começando a desenhar um novo projeto formativo-cénico continuador do formato P. Florencio para a Marinha e Ortegal e para os músicos galegos que se quigerem unir à magia dos Salons de Baile.

www.sermosgaliza.com
Comentarios (2) - Categoría: Novas - Publicado o 03-01-2013 11:35
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2 Comentario(s)
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