Unid@s por el Flow é um projecto que, impulsado polo Kasal de Joves de Roquetes e o Casal de Prosperitat, bárrios de grande presenza de inmigraçom latina, leva mais de dous anos construíndo um proceso de criaçom social asombroso.
Unid@s por el Flow vén sendo a mao que se choca e o ombro a trabalhar de muitos rapaces e rapazas latinos que, hai tempo enfrontados pola guerra, procuram agora cooperaçom para procurar junt@s a melhor forma de se enfrontarem aos problemas no caminho da vida.
A energia do Flow esta-se convertendo num CD, um DVD e um livro.
Alá fomos trabalhar buscando palavras como exploradores de histórias para o livro de
Unidos por el Flow e a gente foi generosa: a história do ladrom que fugia diante dos olhos da polícia convertendo-se em cousa; o avó que tinha umha horta que alimentava toda a familia e que pouco a pouco se foi disolvendo; o cepilho de dentes no terremoto de Colómbia; o televisor inclinado; as escaleiras que maltratam mulheres; o teatro do oprimido, as 12 horas de trabalho, as pipas que matavam a fame, e tantos e tantos outros episódios da aventura de vida.
Histórias que nunca poderiamos ter imaginado e que escoitamos como descubrindo o amor.
No caminho de enfrontamento á opresom, o racismo e a injustiça que estam a viver, a loita d@s inmigrantes latin@s que em
Unid@s polo Flow repressentam a Nación Latim e a Asociaçom Ñeta –junto outr@ gente nova- é umha loita em processo e em positivo, criativa, generosa, na que o primeiro passo já foi dado: pacificar umhas relaçons entre Latins e Ñetas que os Medios de Comunicaçom mais fieis ao Capital repressentam –interesadamente- como um filme de violéncia de rua, criminal e deshumanizada, na que o responsábel ultimo nunca foi apressentado: o capitalismo.
E nom. Isto nom é um filme. É a dura vida real.
Porque detrás dos titulares dos jornais e as images mediatizadas da tele hai muito mais que saber sobre a gente latina que chega á Europa das cidades grandes e pequenas. Está toda a história de América, por um lado, e polo outro, a nossa própria história, e a ponte que compartimos.
Em
Unid@s por el Flow, como já se verá no seu momento, descubrimos que podemos, -si, umha vez mais hai que berrar bem alto que é posibel, que hai espaços nos que se está a conseguir-, cambiar a realidade desde o trabalho colectivo, a energia das relaçons humanas, a participaçom, e a loita pola justiça social.

Nestes dias de trabalho com @s amig@s do Kasal de Joves de Roquetes descubrimos que no caminho do Cámbio Social, e na vivéncia das múltiples precariedades que cria o sistema, os trabalhador@s inmigrantes do mundo som irmaos e irmás com quem chocar as maos e arrimar o ombro.
Mil abraços desde Galiza para Llanero, Julio, Crazy Men, Manaba, Maria José, Mani, Wilston, Almendra, Julia, Patú, Luz Marina, Escopeta, Bullterrier, Sofía, e @s outros rapaces e rapazas que vinherom de longe. E para Chispón, que trabalha a cooperaçom entre as persoas construíndo liberdade desde a conciéncia política e a humanidade das persoas que procuram a justiça social. Bks, Naroa. E sorte grande aos tres em Pernambuco!
E um beijo a
Selso, com quem conseguimos guardar milheiros de palavras como parábolas numha caixinha. E que em pouco tempo saíram livres a contagiar liberdade.