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Eu nunca serei yo
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Com a Naçom dos Latin Kings e Queens e a Asociaçom Ñeta em Barcelona




Unid@s por el Flow é um projecto que, impulsado polo Kasal de Joves de Roquetes e o Casal de Prosperitat, bárrios de grande presenza de inmigraçom latina, leva mais de dous anos construíndo um proceso de criaçom social asombroso.





Unid@s por el Flow vén sendo a mao que se choca e o ombro a trabalhar de muitos rapaces e rapazas latinos que, hai tempo enfrontados pola guerra, procuram agora cooperaçom para procurar junt@s a melhor forma de se enfrontarem aos problemas no caminho da vida.

A energia do Flow esta-se convertendo num CD, um DVD e um livro.



Alá fomos trabalhar buscando palavras como exploradores de histórias para o livro de Unidos por el Flow e a gente foi generosa: a história do ladrom que fugia diante dos olhos da polícia convertendo-se em cousa; o avó que tinha umha horta que alimentava toda a familia e que pouco a pouco se foi disolvendo; o cepilho de dentes no terremoto de Colómbia; o televisor inclinado; as escaleiras que maltratam mulheres; o teatro do oprimido, as 12 horas de trabalho, as pipas que matavam a fame, e tantos e tantos outros episódios da aventura de vida.



Histórias que nunca poderiamos ter imaginado e que escoitamos como descubrindo o amor.



No caminho de enfrontamento á opresom, o racismo e a injustiça que estam a viver, a loita d@s inmigrantes latin@s que em Unid@s polo Flow repressentam a Nación Latim e a Asociaçom Ñeta –junto outr@ gente nova- é umha loita em processo e em positivo, criativa, generosa, na que o primeiro passo já foi dado: pacificar umhas relaçons entre Latins e Ñetas que os Medios de Comunicaçom mais fieis ao Capital repressentam –interesadamente- como um filme de violéncia de rua, criminal e deshumanizada, na que o responsábel ultimo nunca foi apressentado: o capitalismo.

E nom. Isto nom é um filme. É a dura vida real.




Porque detrás dos titulares dos jornais e as images mediatizadas da tele hai muito mais que saber sobre a gente latina que chega á Europa das cidades grandes e pequenas. Está toda a história de América, por um lado, e polo outro, a nossa própria história, e a ponte que compartimos.





Em Unid@s por el Flow, como já se verá no seu momento, descubrimos que podemos, -si, umha vez mais hai que berrar bem alto que é posibel, que hai espaços nos que se está a conseguir-, cambiar a realidade desde o trabalho colectivo, a energia das relaçons humanas, a participaçom, e a loita pola justiça social.




Nestes dias de trabalho com @s amig@s do Kasal de Joves de Roquetes descubrimos que no caminho do Cámbio Social, e na vivéncia das múltiples precariedades que cria o sistema, os trabalhador@s inmigrantes do mundo som irmaos e irmás com quem chocar as maos e arrimar o ombro.





Mil abraços desde Galiza para Llanero, Julio, Crazy Men, Manaba, Maria José, Mani, Wilston, Almendra, Julia, Patú, Luz Marina, Escopeta, Bullterrier, Sofía, e @s outros rapaces e rapazas que vinherom de longe. E para Chispón, que trabalha a cooperaçom entre as persoas construíndo liberdade desde a conciéncia política e a humanidade das persoas que procuram a justiça social. Bks, Naroa. E sorte grande aos tres em Pernambuco!



E um beijo a
Selso, com quem conseguimos guardar milheiros de palavras como parábolas numha caixinha. E que em pouco tempo saíram livres a contagiar liberdade.
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 24-07-2008 19:01
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Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
Galiza nom se vende...



...tampouco no verao
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 15-07-2008 12:29
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Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
Vanessa na cafateria
Já nom me preocupo de vestir-me bem,
os dias passam e nada me motiva
e empeço a pensar movidas raras.
Ás vezes sonho que me leva a morte.

Necessito sentar-me e pensar um dia
em voltar ser como era antes.
Estou desganada, eu era guai
e agora vejo-o todo negro, tia.

Eu nom som eu, nom me conheço, mira.
Eu sempre animava a todo o mundo
e agora choro polas esquinas.

A vida é umha merda, tia,
quero cambiar e nom sei como.
Estou soa, sem trabalho, etcétera.

Estou cansa desta maldita vida.





Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 12-07-2008 15:04
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Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
Laurel & Hardy/ Lijó & Meixide




0s 4 no coraçom!
Parabéns, Tomás!
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 11-07-2008 01:05
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Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
Virai costas a Castela


Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana

Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos cheira a rosas
Cheira a flor de laranjeira

Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Eu pró ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto


Canta Davide Salvado
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 11-07-2008 00:28
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Parkour na Galiza


Cangas




Conxo



Corunha




Vigo?




Marim

...

O parkour está entre nós!
l'art du déplacement ou técnica de evasão é uma actividade com o princípio de se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.

Chouteir@s a choutar a chimpos!

Um deporte undergroud, alternativo e rupturista que libera os espaços.

Umha frase concentra a sua filosofia: Nom existen límites, só obstaculos

Parkour, umha forma de luita?

Máis na wiki
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 09-07-2008 12:57
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Alberto Pimenta


1.

dum lado da jaula
os que vêem
do outro
os que são vistos

e vice-versa



2.

A Encomenda do Silêncio


Já reparaste que tens o mundo inteiro
dentro da tua cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da tua cabeça
é o teu mundo
e já reparaste que eu tenho o mundo inteiro
dentro da minha cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da minha cabeça
é o meu mundo

o qual neste momento não te está a entrar pelos olhos
mas através dos nomes
pois o que tu tens dentro da tua cabeça
e o que eu tenho dentro da minha cabeça
são os nomes do mundo em brutal compressão
como um filtro ou coador
de forma que nem és tu que conheces o mundo
nem sou eu que conheço o mundo
mas os nomes que tu conheces é que conhecem o mundo

e os nomes que eu conheço é que conhecem o mundo
o qual entra em ti e o qual entra em mim
através dos nomes que já tem
de forma que o que entra pelos meus olhos não pode
entrar pelos teus olhos
mas só pela tua cabeça através
dos nomes dados pela minha cabeça
àquilo que entrou pelos meus olhos já com nomes
e do mesmo modo
o que entra pelos teus olhos não pode
entrar pelos meus olhos

mas só pela minha cabeça através
dos nomes dados pela tua cabeça
àquilo que entrou pelos teus olhos já com nomes
e assim o que tu vês
já está normalmente dentro de ti antes de tu o veres
e assim o que eu vejo
já está normalmente dentro de mim antes de eu o ver

e tudo quanto tu possas ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de ti
e tudo quanto eu possa ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de mim
e é assim que vamos construindo a nós mesmos pela segunda vez
tu a ti e eu a mim...

construindo uma consciência irrepetível e intransmissível
cada vez mais intensa e em si
tu em ti eu em mim
no entanto continuando a falar um com o outro
tu comigo e eu contigo
cada um
tentando dizer ao outro
como é o mundo inteiro que tem dentro da cabeça
e porque é e para que é

tu o teu mundo que tens dentro da tua cabeça
eu o meu mundo que tenho dentro da minha cabeça
até que morra um de nós
e depois o outro...

...

E aqui, o seu poema mais conhecido. Discurso do Filho da Puta
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 09-07-2008 02:32
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Antonio Orihuela


Os meus amigos poetas
afirmam que me laio de mais,
que a verdade, é difícil entrar nos países da toleráncia,
mas umha vez dentro,
a toleráncia...
é que dás com ela em qualquer semáforo.

Toleráncia com o negro, com o castanho, com o amarelo
em quanto trabalhem por dous e cobrem por médio,
com a sudaca, a mil quinhentas a criada
e foda gratis se se presta.
Que para malos,
já fixo Deus os skinheads.

Nosoutros, por Deus, nosoutros!
anaco de pao á boca dos meus filhos,
chalesinho residensial, Ferrari um por Testa Rossa da família,
casinha no Rrrrosssío, poldrinho jerezano.
Nosoutros
por Deus
nosoutros!

....

Um poeta bastante comprometido de Huelva.

E aqui, alguns poemas
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 09-07-2008 02:07
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Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
Meee!


Um dia
despois de 6 horas seguidas diante da TV
dixem Meeee!
E dixem Meeee! ao seguinte
quando acabei de ler um artigo de opiniom
de La Voz de Galicia.
Quando dixerom na rádio
que o cemento era progreso
dixem Meee!
E o dia das eleiçons votei Meee!
O dia que me dei conta
de que havia umha ovelha branca
no espelho
fixem um esforzo,
puxem-me a duas patas
e dixem Nom!
e voltei ser umha persoa.
E assi foi como nunca mais voltei
dizer Beee!
quando leo o jornal
ou olho a TV
ou alguem me pergunta
Tu cres que de verdade hai gente
que se converte em ovelha sem dar-se conta?
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 08-07-2008 13:11
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Joseph Collard
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 08-07-2008 09:59
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